sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DUAS maes e uma vida....

Eu ia postar outro assunto hoje mas acho que isso vale a pena ser contado:

Essa notícia está em todo lugar por aqui e no Brasil:

Um garoto de cinco anos foi a festa de Halloween de sua escola vestido de Daphne, do Scooby-Doo com todo apoio da mãe, que comprou todos os itens da fantasia do menino.
Os coleguinhas de Boo, o garoto, encararam a coisa com naturalidade, talvez por ser Halloween, mas as mães dos alunos é que ficaram loucas com história, achavam que a escola não deveria ter permitido a entrada do menino usando a fantasia.

O garoto é fã do desenho e pediu à mãe para se fantasiar como Daphne, e assim compareceu à festa de Halloween de sua pré-escola católica. A mãe do menino descobriu que os coleguinhas do filho não se incomodaram, e sim os pais deles.

Fico pensando nisso o tempo todo. Nossa Allana, nao sei se ja passou por alguma situaçao de preconceito na escola, mas sei que sempre vão existir pais e mães idiotas querendo julgar nossa vida. Não tem como evitar isso, por mais liberal que a escola ou ou país seja, PRECONCEITO sempre vai exisitr.

O exemplo dessa mãe é incrível porque mostra que o importante é a criação que damos aos nossos filhos e o suporte em casa, com a família e amigos mais próximos. O menino foi feliz da vida pra escola com a fantasia que queria. Isso mostra que ele estava confiante, sentindo que podia ser livre pra ser o que é e o que gosta, independentemente do que os outros vão pensar.

Esse exemplo também mostra mais uma coisa: o PROBLEMA e o PRECONCEITO vem dos pais, não das crianças. Amo criança por causa disso, elas aceitam as coisas pelo que são, sem julgamento...

"Allaninha, pessoas assim existem em qualquer lugar e em qualquer país. Nós iremos fazer de tudo para que você cresça confiando em si mesma, cercada pelo amor e carinho das suas mamães aqui, e de todos os nossos amigos que respeitam a nossa família do jeitinho que somos. Que você aprenda a aceitar as pessoas pelo que elas são. Nós prometemos respeitar as suas vontades e sua personalidade. E se algum dia alguém achar que você é inferior por ter a família que você tem, o problema está com eles e não com você. Como já disse, o mundo aqui fora não é nada perfeito mas as mamães vão estar sempre aqui pra você."

Enfim, um tempinho...

Nem eu mesma sei dizer como me sinto diante de certas situaçoes... So sei dizer que venho me sentindo um tanto desconfiada, as vezes desconfio ate mesmo de mim...
Sei que isso nao eh normal, que nao eh saudavel, e que nao me faz nem um pouco bem... Assim, to tentando mudar, aos poucos estou conseguindo...


Tenho um amigo fiel comigo, ele se chama Jesus, ele me apoia e me mostra sempre as melhores formas de viver... Aprendi isso hoje a tarde enquanto fazia minhas unhas... Certa pessoa me disse: CALMA, TUDO SE RESOLVE, TEU DEUS EH MAIOR QUE TUDO...VC VAI VER...


As palavras dessa pessoa tem me mostrado um outro mundo depois de tanto tempo buscando uma paz...

sábado, 30 de outubro de 2010

Cansaço.... Estresse.... Fim de uns dias infernais....

"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada"...

Tive uns dias de cao...
Mas ja ta td melhor, pelo menos veio esse feriadao a calhar....rs

sábado, 23 de outubro de 2010

MINHA angústia como MAE...

Como começar a descrever os meus últimos dois anos? No dia 29 de março de 2008 a minha vida literalmente caiu do 6º andar de um prédio, houve um terremoto, um turbilhão de acontecimentos. Difícil de acreditar e de assimilar como tamanha crueldade possa ter acontecido. Mais um crime bárbaro passaria na televisão, só que desta vez o fato bateu na minha porta, era minha filha que havia sido brutalmente assassinada. Foi-lhe tirada a oportunidade de viver o que de tão bonito a vida poderia lhe mostrar: amigos, família, alfabetização, valores, princípios, amor ao próximo, entre tantas coisas que lhe seriam proporcionadas.
Hoje infelizmente entrei para a estatística das mães que perderam seus filhos, uma lista que parecia ser distante de minha realidade. Hoje a vivo diariamente e entendo o que é sentir essa dor. Uma dor profunda, infinita, um vazio eterno, insuperável. É difícil lidar com a morte, especialmente com a morte do ser que você gerou, carregou durante nove meses e não via a hora de ver o rostinho. Ela nasceu. Era minha estrela de luz, a minha Isabella, aquela que com certeza eu poderia chamar de MINHA. Minha filha, minha princesa...
A partir deste momento tudo parou e passei a viver a outra vida, a vida de mãe. A maior dádiva que uma mulher pode ter é o prazer de se tornar mãe. Começou aí outra etapa da vida, a de cuidar, criar, ensinar a sorrir, andar, falar, ensinar a essência da vida para sempre fazer o bem. Posso me sentir vitoriosa por isso. Minha Isabella tinha qualidades inexplicáveis. Uma menina calma, doce, meiga, carinhosa, educada, que sabia falar um português corretíssimo (claro que com alguns ajustes no meio do caminho… rs), mas inteligente demais...

Seu sonho: aprender a ler. Já estava quase lá. Sabia soletrar e, com isso, eu a ajudava a completar as frases. Para escrever, eu soletrava e ela completava. Já sabia escrever seu nome inteiro… eu diria que era um exemplo de criança e quem teve a GRANDE oportunidade de conhecê-la e saber quem ela era pode confirmar o que estou falando.
Seu brinquedo preferido: jogo da memória. Esse ela dava um show de esperteza. Ganhava todas e, se algo desse errado, ela queria competir mais uma vez. Coisas de ariana...

Bem, mais isso lhe foi tirado, arrancado, jogado pela janela. O que fazer depois de perder tudo isso? Como continuar a vida?
Meus últimos dois anos não têm sido de muitas novidades. Acordo cedo para trabalhar e peço a Deus para me proteger e me dar forças. Quando vou me trocar, lembro que não tenho mais aquele rostinho preguiçoso, amassado e lindo para me dizer “Mamãe, você está linda”, ou “Mamãe, esta blusa não está combinando, você pode trocar?”. Aquela manha para pedir o ‘tetê’. Minha mãe também sente a cama vazia. Era lá que ela ia todas as manhãs continuar seu sono, pois disso ela gostava muito… dormir. Ensinar a fazer lição, dançar, ver filmes, mexer no computador, soletrar os sites (‘www’ ao invés de falar ‘ponto’ ela fala [sic] ‘conto’)…

À noite é o vazio de não ter ninguém para entrelaçar as pernas, dar banho, trocar, beijar, cheirar, apenas deitar e agradecer a Deus por mais um dia de vida e pedir para que minha filha esteja protegida, onde estiver  e agradecer também a oportunidade de ter me tornado mãe de uma menina tão iluminada e maravilhosa, um verdadeiro presente...
Hoje continuo com a terapia, pois é lá que descarrego um pouco do peso que sinto. Não é fácil carregar esta falta. É mais difícil ainda lidar com o que a perda faz em nossa mente e em nosso coração. Para não cair de uma vez em um buraco sem fundo, eu fui logo procurar ajuda e me apoiar nas pessoas que estavam ao meu lado: pai, mãe, irmãos, tios, primos e amigos. Foi para eles que chorei, gritei, abri meu coração. De cada um retirei um pouco de força para continuar a dura caminhada da vida.
Para o futuro não tenho planos ainda. Quero continuar trabalhando, seguindo minha vida. A única coisa que é certa é a vontade de me tornar mãe novamente. Mas estes não são planos para agora...

"TRECHO DA CARTA Do DRAMA DA MAE DE ISABELLA NARDONI"...

Vivo um drama ha alguns anos, digo certamente ha 2 anos, e agora esse drama esta me atormentando demais, pq o casamento esta marcado, e eu tenho REAL pavor de imaginar minha filha indo dormir na casa de uma pessoa que eu sei que finge gostar dela... (no caso a futura madrasta dela)... DEUS me livre dessa dor que essa mae sentiu e ainda sente ate hoje... DEUS proteja a minha filha em todos os segundos da vidinha dela""... 
Eh um desabafo, ja que nao tenho nguem pra falar sobre isso, pois meu desespero aumenta a cada dia que passa...
A.R.G

Pura Realidade !!!

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.


Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.
Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vamos ver se resolve mesmo....

Se ter um blog for realmente uma forma de desabafar, vamos ver se a partir de hoje eu melhoro....rs